5 Perguntas: Rose Lavelle

A viagem selvagem de uma campeã mundial de futebol.

PALAVRAS Kevin Baxter
Outubro 2019
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Rose Lavelle decidiu ser jogadora de futebol quando estava na escola primária em sua cidade natal, Cincinnati, em Ohio. “Estava obcecada pela seleção”, diz Lavelle, que se fantasiou de Mia Hamm no Halloween quando estava na terceira série. Na adolescência, Lavelle tornou-se amiga dos cães e, adulta, abraçou as duas paixões: o futebol e os animais.

Em 2019, dois anos depois da estreia internacional com a seleção feminina dos Estados Unidos, Lavelle ajudou a liderar a equipe que idolatrava no passado na conquista do quarto título da Copa do Mundo, marcando o gol final e ganhando a Bola de Bronze. Também fez amigos de quatro patas em toda a França e foi selecionada “melhor jogadora de futebol do mundo do ano”. Nada mau para alguém cuja carreira já esteve ameaçada por lesões. Lavelle, de 24 anos, que joga no meio-campo do Washington Spirit, na Liga Nacional de Futebol Feminino (EUA), não é mais aquela que se inspira em suas heroínas; é o heroína que inspira milhões de garotas.


Lavelle e sua buldogue, Wilma Jean Wrinkles.

Eu tenho uma câmera de animais de estimação e um aplicativo no meu celular para falar com ela. É uma ótima alternativa. É triste porque ela não sabe quando vou ou volto. Sempre é difícil. Tinha muitos cães na França e tentei acariciar o maior número que pude. Além disso, tínhamos conosco um cachorro de segurança chamado Kimbo.

Foi uma viagem selvagem, mas tive muita ajuda ao longo do caminho para chegar a esse ponto. Tive períodos muito frustrantes: toda vez que voltava a jogar, acabava lesionada, machucando um músculo diferente. Tive de ser muito paciente. Aprendi muito. Ninguém quer ficar lesionado, mas as lições que aprendi fizeram de mim uma melhor jogadora e uma pessoa melhor.


 Lavelle, de branco, marca um gol.


Foi fantástico! Havia muitos torcedores norte-americanos, mas eu não esperava que eles aparecessem em todos os estádios, como se fosse um jogo em casa para nós. Foi incrível ver quanta gente viajou e nos apoiou. Mas também foi um pouco esmagador sair do hotel.

Continuo sendo a mesma.  Então fica estranho quando as pessoas querem tirar fotos ou conversar comigo. Foi muito importante conhecer meus ídolos ao longo de toda essa experiência, mas hoje é ótimo conhecer meninas ou jovens que me percebem como um modelo a seguir. Por isso não quero decepcioná-las.

Acho que tenho muito mais para dar e não sei se deveria estar nessa lista ainda. A Copa do Mundo foi realmente especial, e toda a equipe merece o mesmo crédito, porque todas as jogadoras e todos os membros da comissão técnica foram realmente necessários para conquistá-lo. Então, repito, é estranho obter um reconhecimento individual.

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